domingo, 28 de março de 2010

O que fazer?

Os dois últimos empates do Palmeiras (contra Rio Branco e Mirassol) apenas confirmaram a fragilidade técnica, tática, física e emocional que o time alviverde atravessa. Situação que começou ainda no BR 09 e se estende até os dias de hoje.

Não vou "bater na tecla" das críticas ferozes e, penso eu, inconsequentes. De nada adianta "apedrejar" os "senhores do futebol da SEP". Já critiquei os dirigentes, comissão técnica e jogadores aqui no blog - e também no 300 - durante boa parte dos últimos dois anos. Os pontos de divergências na condução do futebol e, também, na escolha por técnicos, jogadores e esquemas táticos foram indicados com argumentos que entendi corretos. Sempre apoiei o time e os atuais diretores da SEP. Porém, expondo, por meio de críticas - que entendia oportunas e corretas - as minhas divergências.

Apoiei - e continuo apoiando - o professor Belluzzo! Ele errou ao fazer determinadas escolhas? Certamente errou! Mas, errou tentando acertar. Penso que não se omitiu! Decidiu e escolheu alguns caminhos que julgava acertados. Infelizmente, não deu certo. Isso o iguala a Mustafá? Certamente que não. Aqueles que procuram reduzir o professor Belluzzo e colocá-lo na "mesma vala" que Mustafá o fazem por ignorância, por "sacanagem" ou "outros" interesses.

É fato que os resultados que os atuais dirigentes da SEP alcançem no futebol determinarão as escolhas nas próximas eleições na SEP. As muitas forças políticas - divididas entre diversas famílias de carcamanos - agem com essa lógica. Para o bem e para o mal! Blindar o futebol dessa mesquinha e nociva prática revela-se uma "missão impossível". E essa prática influencia tudo e todos, inclusive as chamadas torcidas organizadas.

A política "intestina" determina, mais uma vez, os rumos do futebol na SEP. Influenciam o cotidiano do clube com tal força e poder que os resultados obtidos pelo time são analisados pelas "famílias" de maneira a relacioná-los mais com suas consequências para a política do clube do que para o desempenho do Palmeiras nos campeonatos que disputa.

Há um pouco mais de um mês - ainda com Muricy no comando do time - escrevi este post, aqui no blog, com o título de "Crise de confiança ... ou o Palmeiras necessita do apoio de seu torcedor".

Na ocasião, temia que as exageradas críticas pudessem provocar uma "crise institucional" na SEP. Indicava a necessidade de apoio aos jogadores, à comissão técnica e à diretoria.

O meu temor mostrou-se correto.

Ontem, quando entrei no Palestra pela portaria da Turiaçú, presenciei o "protesto da maior TO". Mais um que esta torcida organizada faz nesses últimos tempos e que apenas reflete as divergências crônicas que existem entre a torcida e a diretoria do Palmeiras. Divergências que, no momento, se manifestam de maneira aguda e prejudicial. Divergências que enfraquecem ainda mais a SEP. Fraqueza que interessa aos rivais e inimigos. E, também, aos opositores conhecidos da atual diretoria - Mustafá e os seus - e, talvez, para aqueles da "situação" que "articulam" nos bastidores sua sobrevivência política, pois o "barco de Belluzzo está fazendo água". Afinal ... "os ratos são os primeiros a abandonarem o navio".

O que fazer?

O ideal seria a realização de um armistício, um "pacto". A melhor saída seria, assim, que as famílias de carcamanos deixassem as divergências de lado e se unissem para evitar o pior. Porém, isso não é possível na SEP. As divergências apenas escondem "interesses individuais" caracterizados por egoísmo, oportunismo, vaidade, ódio e outros adjetivos nada éticos. A prática belicosa que caracteriza a política palmeirense só é capaz de produzir prejuízo à SEP. Não há união e qualquer pacto passaria por atitudes altruístas e honradas. Algo que os carcamanos são incapazes de praticar.

A torcida do Palmeiras rompeu com os dirigentes, com a CT e com a grande maioria dos jogadores. Pensam, de maneira equivocada, que resolverão os problemas com protestos, intimidação e pressão. Parte da torcida "abandonou" o time e decidiu não mais frequentar os jogos e apoiar os jogadores.

Com diretoria rachada, oposição "batendo pesado", TOs protestando, torcedores se ausentando do estádio, a tendência é de que a crise se aprofunde e carregue o Palmeiras para "dias ainda piores que os atuais".

Apesar de todas as restrições que faço ao VP Cipullo continuo afirmando que, no atual momento, o apoio do torcedor palmeirense ao "cartola", à CT e ao elenco é fundamental.

O processo de reformulação do elenco - iniciado no final da temporada passada - deveria ser intensificado nas próximas semanas promovendo a saída de alguns jogadores do elenco e a contratação de outros - parte deles ainda para a Copa do Brasil - e, também, continuar com o investimento em alguns garotos da "base".

A única maneira de sair da crise e "unir" as diferentes facções que conduziram Belluzzo à presidência do Palmeiras será por meio de "Vitórias e Conquistas no Futebol". Caso essas não ocorram a atual crise se intensificará e provocará profundas mudanças nas relações de forças na SEP.

Antes até do que as próximas eleições previstas para o final do ano.
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1 comentários:

Lucas palmeirense da oposição disse...

oi! to aqui pra divulgar o novo visual do 'palmeiras ao vivo'. meu blog ta completamente mudado e mt melhor. venha conferir o www.palmeirasaovivo.com.br

espero sua opiniao la