quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Presidente nota zero

Belluzzo reassumiu a presidência da SEP há poucos dias. Estava afastado para recuperar-se da cirurgia realizada em seu coração palmeirense. Mas, seu mandato está no fim. Restam poucas semanas. Já é possível avaliar o seu desempenho como presidente do Palmeiras.

Beluzzo assumiu o comando da SEP como a grande esperança de milhões de palmeirenses. A expectativa era de que Belluzzo:

1. "pacificaria" o clube reduzindo ou amenizando as diferenças entre as várias facções de carcamanos que infectam o Palmeiras,

2. promoveria a democratização política ampliando a participação dos palmeirenses tanto nos processos eleitorais quanto na administração dos diversos departamentos da SEP,

3. tornaria o clube mais competitivo por meio de práticas modernas e eficientes de gestão,

4. investiria intensamente nas categorias de base do futebol,

5. transformaria o departamento de futebol profissional em uma administração realmente profissional (afastando os diretores amadores e contratando pessoal capacitado no marcado),

6. alavancaria a "marca Palmeiras" no mercado com importantes ações de marketing,

7. implantaria um programa de "sócio-torcedor" eficiente,

8. reduziria o déficit financeiro,

9. iniciaria a construção da Arena Palestra Itália com segurança e transparência,

10. e, também e principalmente, formaria um time de futebol competitivo, com elenco de qualidade, capaz de disputar com reais chances de conquista todos os campeonatos que disputasse.

Se cada ítem acima descrito valesse um ponto, Belluzzo tirou nota zero!

Afirmo isso com dor em meu coração palmeirense. Penso que Belluzzo é um palmeirense "do bem". Não consigo enxergar má índole em Belluzzo e, sinceramente, acredito que é um homem de excelente caráter.

Mas, infelizmente, fracassou como líder e gestor da SEP.

Suas últimas semanas como presidente serão um sussuro pálido de melancolia e tristeza.

A alegria e a esperança que senti - ao lado de dezenas de palmeirenses que representavam milhões - naquela já distante madrugada de janeiro de 2009 quando, agarrado aos portões do Palestra Itália, saudei, cantei e vibrei com a eleição de Belluzzo, foram substituídas por tristeza e desesperança.

O professor Belluzzo não tinha o direito de fracassar de maneira tão contundente como o fêz.

Por outro lado, o fracasso não é exclusivo de Belluzzo. A culpa deve ser compartilhada pelo grupo de carcamanos que o apoiou e que durante todo o seu mandato contribuiu para o insucesso da gestão Belluzzo. Nenhum deles têm o direito de esquivarem-se da enorme responsabilidade da atual situação na qual se encontra a SEP. Se houvesse um lampejo apenas de nobreza em suas almas frívolas e mesquinhas, se afastariam do clube ... para sempre.

A pior consequência do fracasso da gestão Belluzzo foi permitir a ressuscitação das forças oposicionistas, lideradas por Mustafá, que, infelizmente, tornaram-se favoritas para retomarem o poder no clube. Belluzzo - e seu grupo de aliados - não tinha o direito de fracassarem. Era sabido e esperado que o fracasso permitiria o fortalecimento dos oposicionistas que, no momento, ansiosamente, contam os dias para reassumirem a SEP.

Mas, creio que ainda há uma pequena chance de se evitar o pior. Para isso faz-se necessário que os carcamanos situacionistas sejam altivos, generosos, honrados. Esqueçam a soberba, a arrogância, o egoísmo.

Que sejam verdadeiramente ... nobres!
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1 comentários:

Palestrino disse...

Post absolutamente brilhante, parabens. Concordo em genero, numero e grau!