sexta-feira, 13 de maio de 2011

Sapos assanhados

Caco, o Sapo, embaçou o que pôde, mas ... assinou!

Após afirmar que apenas defendia os interesses do Reino do Sapos, o fantoche do sapo-boi foi desmascarado. Os tais interesses revelaram-se mesquinhos. Visavam, somente, algumas pequenas mordomias para os sapos puxadores de saco. O chefão, vulgo sapo-boi, está satisfeito. Poderá desfilar  nas alamedas do reino negociando privilégios para a saparia. Cada sapo busca sua boquinha no reino que apodrece, apodrece ... e transforma-se rapidamente em um pântano nebuloso e fétido.

Pois é, os sapos estão assanhados.

É o Forrobodó da Saparia (*)

Foi na lagoa
Sapo-boi, perereca rapacuia
Se encontraram lá no brejo
Pra dançá Forrobodó

O cururu
Que pegou logo na tuba
Convidou o Zé Caçote
Pra cantá pelo gogó
Dança pé rachado
Cururu fardado
Sapo de botina
Lagartixa de sapato


Pobres súditos verdes!

(*) fonte: aqui.
composição: Lindembergue Rocha Cardoso - Compositor brasileiro nascido em Livramento, Estado da Bahia, integrante da escola baiana de música contemporânea, mas que não negou suas raízes sertanejas. Começou a carreira tocando em bandas no interior da Bahia e em conjuntos populares. Ingressou (1959) no Seminário de Música da Universidade da Bahia, onde se formou (1970). Ainda como estudante integrou o madrigal universitário, deu aulas de música e regeu o coral do mosteiro de São Bento, em Salvador, e apresentou Procissão das carpideiras no Festival de Música da Guanabara (1969). Já como profissional diplomado recebeu o primeiro prêmio do concurso de música do Instituto Goethe (1971) com Kyrie Christe, e representou o Brasil na Bienal de Paris com Espectros (1971). Também participou do I Encontro de Compositores Brasileiros, no Rio de Janeiro (1971), quando foi fundada a Sociedade Brasileira de Música Contemporânea, dirigida por Marlos Nobre. Atuou como regente de coro, grupos de câmara escreveu música para teatro, como para Medéia (1973) e As Feras (1974), de Vinícius de Morais. Compôs também a Missa João Paulo II apresentada na visita do papa a Bahia (1981), para um coral de 670 vozes, com percussionistas e organistas. Também compôs Forrobodó da saparia (1982) para coro, Relatividade I (1983) para orquestra, obtendo o prêmio no Concurso Nacional de Composição da Bahia, e Xaxando (1984), para orquestra.
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